BR4SVerdade · Identidade · Eternidade
HISTÓRIA DA BR4SVerdade, Identidade e Eternidade.
Três sonetos em primeira pessoa.
I — A Revelação (2018)
Em dois mil e dezoito vi a verdade;Morreu meu pensamento em combustão;Partiu-se a mente, e tudo se fez chão;Eu vi no próprio abismo a claridade.
Em tudo busco a suma qualidade;Se o mundo diz que sim, respondo não;Até no céu contemplo a imperfeição;Na dor nasceu-me a nova identidade.
Minha alma não se curva ao mundo inteiro;Pois vi cair da própria estrela o véu;Quebrei do antigo medo o cativeiro;
Nem temo a terra, nem o azul do céu;E sigo só, sem medo, o meu roteiro;Não sou de meus antigos medos réu.
II — A Identidade Brasileira
Sou cem ofícios num só brasileiro;Artista, no compasso, criador;Desenhista, poeta e inventor;Meu peito quer ganhar o mundo inteiro.
Em cada arte me torno verdadeiro;Engenheiro, de imóveis corretor;Psicólogo, arquiteto, pensador;Meu ser não cabe em raso cativeiro.
Na forma feminina há perfeição;Não vejo no varão igual beleza;É nela que me nasce a criação;
E o belo toma nela a natureza;Eu amo o que a turba chama de vão;Pois só na diferença há tal grandeza.
III — Do Amor, do Valor e do Infinito
Morri de amor, voltei com outro ardor;Sei que o valor transcende a quantidade;Jamais confundo preço com verdade;Eu vejo em tudo a lei do seu motor.
Do próprio sofrimento fiz amor;Nem sei vestir disfarces de humildade;Não finjo ao mundo a vã simplicidade;Das coisas vi surgir o seu valor.
Dos vivos, sou o maior economista;Nas coisas vejo a íntima razão;Modéstia alguma em mim jamais foi vista;
E foi no amor que achei ressurreição;Na vida, cada dor é uma conquista;Nos céus descubro a lei da criação.