Morri de amor, voltei com outro ardor;Sei que o valor transcende a quantidade;Jamais confundo preço com verdade;Eu vejo em tudo a lei do seu motor.
Do próprio sofrimento fiz amor;Nem sei vestir disfarces de humildade;Não finjo ao mundo a vã simplicidade;Das coisas vi surgir o seu valor.
Dos vivos, sou o maior economista;Nas coisas vejo a íntima razão;Modéstia alguma em mim jamais foi vista;
E foi no amor que achei ressurreição;Na vida, cada dor é uma conquista;Nos céus descubro a lei da criação.





